Compreender os mecanismos de ação da eletroacupuntura é fundamental para aprimorar nossa prática clínica.
Um estudo recente publicado na Communications Medicine investigou profundamente como a eletroacupuntura atua no cérebro para aliviar a dor em pacientes com fibromialgia.
A pesquisa demonstrou que a eletroacupuntura reduz a dor na fibromialgia, ativando uma via neural “bottom-up”, ou seja, da periferia para o cérebro.
Especificamente, observou-se que a eletroacupuntura aumenta a tolerância à dor por pressão e diminui a dor generalizada.
Essas melhorias estão ligadas a uma maior ativação do córtex somatossensorial primário e a uma conectividade mais robusta entre o córtex somatossensorial e as regiões insulares do cérebro.
A estimulação periférica da eletroacupuntura, através dos pontos específicos, inicia uma cascata de eventos neurais que modulam as redes de dor central, além de influenciar neurotransmissores importantes para o controle da dor e os sistemas descendentes de inibição. Os pontos de acupuntura utilizados no estudo para a eletroacupuntura foram: IG11, IG-4, VB-34, BP-6 e E-36.
Em contraste, o tratamento simulado, que não envolvia estimulação somatossensorial ativa, mostrou atuar por meio de um mecanismo “top-down”, ou seja, de cima para baixo, principalmente modulando a atividade do precuneus e sua conectividade com a ínsula. Isso sugere que os efeitos placebo podem envolver aspectos cognitivos e de expectativa.
Os achados deste estudo ressaltam que a eletroacupuntura engaja um caminho sensorial único, abordando tanto os componentes nociceptivos quanto os nociplásticos da dor na fibromialgia, o que a torna uma ferramenta valiosa, especialmente para pacientes com perfis de dor complexos.
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Referência: Sridhar, A., Mawla, I., Ichesco, E. et al. Brain sensory network activity underlies reduced nociceptive initiated and nociplastic pain via acupuncture in fibromyalgia. Commun Med (2026)
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