Acupuntura não é religião.
E, também, não é uma prática mística ou espiritual.
Por ter sido criada muito antes da revolução científica, numa época em que não havia aparelhos como tomógrafo ou o de ressonância, que possibilitam ver e entender o que acontece, como nós fazemos hoje, a linguagem que os estudiosos da época adotaram causa muita confusão na cabeça das pessoas.
Eles recorreram a imagens bastante metafóricas, fazendo relações com o que acontecia no mundo ao redor deles, mais especificamente com a natureza, para explicar as enfermidades do corpo.
A Síndrome do Vento do Fígado, por exemplo, representa uma mudança brusca na pessoa. Uma parecida com a que o chinês da época via acontecer quando um golpe de vento atingia uma árvore.
Esses aspectos metafóricos fazem as pessoas confundirem a Acupuntura com algo místico, espiritual.
Criada há milênios na China, a partir de princípios da fisiologia e da fisiopatologia do corpo humano, a Acupuntura usou a linguagem disponível naquela época e os recursos que existiam para explicar o que acontecia no corpo.
Mas a acupuntura não tem conexão alguma com qualquer religião ou tipo de prática espiritual. Ela é uma modalidade de tratamento de saúde livre de religiosidade e espiritualidade. E que tem muita técnica, estudo e, nos últimos 70 anos, pesquisa científica, também!
Outra situação que ajuda a criar essa ideia equivocada é o fato da Medicina Tradicional Chinesa usar conceitos filosóficos taoístas no entendimento do funcionamento do organismo.